Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...
Logro saber que antes de qualquer outra coisa somos seres que conseguem manter a sua espiritualidade, e manter a espiritualidade não é necessariamente ter uma conduta de religiosidade, mas sim conseguir encontrar-se a si próprio dentro deste mundo maluco e descompassado de realidade em que vivemos. Passo a explicar-me melhor. Um homem é proporcionalmente crente e religioso em conformidade com o meio onde se insere a sua dependência económica e grau de conhecimentos? A frio, o que tento indagar é o seguinte, um homem de condições humildes e algumas carências, entre as quais económicas, poderá ser mais devoto a um credo que um homem com posses e de condições de vida mais medianas? E face a isto, carece de perguntar-mos, se o número de ateus é maior nas classes mais altas ou baixas? Se um homem que oriundo de condições humildes, tem tendência a crer mais numa entidade superior, face à sua própria condição, da qual necessitando indubitavelmente de ajuda, se presta a equacionar mais facilme...