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Mensagens

A Realidade

  Linha de contexto: Uma reflexão introspetiva sobre a subjetividade da perceção humana, o escapismo face à adversidade e a forma como a mente constrói ativamente a sua própria prisão e o seu próprio caos. Tendemos a ver a realidade com base no que somos e como entendemos o mundo. Não existe uma imparcialidade no que entendemos, porque cada um de nós vê a realidade segundo os seus olhos e a sua perceção do que nos rodeia. Desta forma, a realidade que vemos é a projeção que idealizamos com base no que sentimos e no que entendemos que esta seja, e não a realidade ela própria. Se víssemos a realidade como esta é, e não como nós percecionamos que esta seja, não seríamos suscetíveis à manipulação e a inverdades, porque existiria certeza no que aprendemos. Facilmente a mente é manipulável, porque somos abertos a crer nos mitos, nas lendas e nas ilusões. Temos mentes que estabelecem critérios, parâmetros e factos, mas também alimentamos a fantasia e o desejo do que um dia seremos e do fu...
Mensagens recentes

As chegadas

      As chegadas são sempre boas e bem vindas quando se espera o ano para que ocorram, é um eterno amanhã com mais peso nos dias horas e minutos que a antecedem. Chegam com calor do verão no inverno e o fresco do inverno na plenitude do verão. São um medicamento de boa disposição e dispersão das saudades.  

A arte de calar

    Santo Deus. Não percebo esta m*rda que se forma à nossa volta, que decide como se de tudo deles fosse e nada se houvesse a reportar ou informar a quem manda mandar. São desilusões ambulantes. compadrios mirabolantes, filhos da curta pouco salutar. Que se coisa a coisa da m*rda que se outorgam continuar. rendam-se ás palavras de quem não quer, de quem grita não, sem nada gritar. f*da-se que se devia calar. Juro que estou cansado e que rio a dentro me envio desanimado, com uma verdade que não quero alvitrar. 

A Procura

No pôr do Sol, a Mulher permanece quieta, imóvel, a contemplar o horizonte, e uma lágrima desliza pelo rosto, onde a Fé no amanhã e a tristeza e o Momentum do Ontem se mostram no Tempo, sem que se misturem ou que se dividam. São sentimentos, espaços de muitas cores e formas. A mulher representa-nos, advoga a nossa essência e entende que o tudo e o nada nunca foram sobre nós. A Lágrima passa sobre cada poro de pele, transportando o que sempre existiu e sempre será, caída de olhos que miram o desconhecido, a esperança e a Fé. O rosto, vincado pela ilusão do que já foi e pelo primeiro dia de Novo, a Serenidade deixa para trás toda a dor, ansiedade e temor. Ao longe, o novo dia já se faz presente e percebe que é mais uma oportunidade, mais uma janela pronta para nos abraçar.  

A ilusão do retorno

Linha de contexto:  Uma reflexão sobre a passagem do tempo, a nostalgia de quem fomos e a impossibilidade de regressar aos lugares e estados de espírito onde já fomos felizes.   Hoje levantei-me a pensar no que fui, no que sou e no que serei. Todos eles incertos para mim próprio, como para qualquer um de vós, já que não temos controlo da nossa vida, esse controlo é uma ilusão. Por mais passos atrás que demos, jamais seremos quem fomos um dia, o tempo e a ação do exterior impede-nos de nos resumirmos a esse ser anterior e desejado. É a viagem do tempo dentro de nós que é impossível, pois quem fomos jamais podermos voltar a ser, somos nós que não o permitimos. É como se tivesse acordado com saudades de mim próprio, da inocência, da curiosidade do amanhã, sem os erros, sem arrogância de pensar que sabermos é sempre a mais válida do falso conhecimento, sem todas as inverdades que nos dizemos a nós mesmos para nos desculparmos de sermos somente falíveis. Sinto falta dos sítios, mas...

O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

O verdadeiro eu

Linha de contexto:  Uma breve reflexão filosófica sobre as máscaras que usamos em sociedade e a busca pela nossa essência Quem afinal sou eu? Onde começo eu e se inicia o conjunto do que são as minhas memórias criadas com os valores de todos? Quem reside no fundo de mim mesmo? Aquele local de onde mostro o mundo que vejo e onde escondo o mundo que não quero mostrar. Se tirar o que partilho em comum com todos, todas as vontades e desejos. Todos os medos e receios, todos os ódios e raivas, toda a mesquinhez e bem falar. O que é que sobra no fim, que possa dizer que sou eu, o verdadeiro eu? E se conseguisse saber o verdadeiro eu, como conseguiria viver com isso? Lá no fundo, lá bem no fundo, sou bom ou mau? E se sou mau, conseguiria viver comigo mesmo, ou seria um choque e apegar-me-ia aos valores e crenças de todos nós, retornando a ser o eu de sempre, sabendo quem realmente sou. Quando despojado do tudo de todos, onde estou eu? Falamos regra geral das nossas qualidades e defeitos, m...