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A arte de calar

    Santo Deus. Não percebo esta m*rda que se forma à nossa volta, que decide como se de tudo deles fosse e nada se houvesse a reportar ou informar a quem manda mandar. São desilusões ambulantes. compadrios mirabolantes, filhos da curta pouco salutar. Que se coisa a coisa da m*rda que se outorgam continuar. rendam-se ás palavras de quem não quer, de quem grita não, sem nada gritar. f*da-se que se devia calar. Juro que estou cansado e que rio a dentro me envio desanimado, com com uma verdade que não quero alvitrar. 
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A Procura

No pôr do Sol, a Mulher permanece quieta, imóvel, a contemplar o horizonte, e uma lágrima desliza pelo rosto, onde a Fé no amanhã e a tristeza e o Momentum do Ontem se mostram no Tempo, sem que se misturem ou que se dividam. São sentimentos, espaços de muitas cores e formas. A mulher representa-nos, advoga a nossa essência e entende que o tudo e o nada nunca foram sobre nós. A Lágrima passa sobre cada poro de pele, transportando o que sempre existiu e sempre será, caída de olhos que miram o desconhecido, a esperança e a Fé. O rosto, vincado pela ilusão do que já foi e pelo primeiro dia de Novo, a Serenidade deixa para trás toda a dor, ansiedade e temor. Ao longe, o novo dia já se faz presente e percebe que é mais uma oportunidade, mais uma janela pronta para nos abraçar.  

A ilusão do retorno

Linha de contexto:  Uma reflexão sobre a passagem do tempo, a nostalgia de quem fomos e a impossibilidade de regressar aos lugares e estados de espírito onde já fomos felizes.   Hoje levantei-me a pensar no que fui, no que sou e no que serei. Todos eles incertos para mim próprio, como para qualquer um de vós, já que não temos controlo da nossa vida, esse controlo é uma ilusão. Por mais passos atrás que demos, jamais seremos quem fomos um dia, o tempo e a ação do exterior impede-nos de nos resumirmos a esse ser anterior e desejado. É a viagem do tempo dentro de nós que é impossível, pois quem fomos jamais podermos voltar a ser, somos nós que não o permitimos. É como se tivesse acordado com saudades de mim próprio, da inocência, da curiosidade do amanhã, sem os erros, sem arrogância de pensar que sabermos é sempre a mais válida do falso conhecimento, sem todas as inverdades que nos dizemos a nós mesmos para nos desculparmos de sermos somente falíveis. Sinto falta dos sítios, mas...

O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

O verdadeiro eu

Linha de contexto:  Uma breve reflexão filosófica sobre as máscaras que usamos em sociedade e a busca pela nossa essência Quem afinal sou eu? Onde começo eu e se inicia o conjunto do que são as minhas memórias criadas com os valores de todos? Quem reside no fundo de mim mesmo? Aquele local de onde mostro o mundo que vejo e onde escondo o mundo que não quero mostrar. Se tirar o que partilho em comum com todos, todas as vontades e desejos. Todos os medos e receios, todos os ódios e raivas, toda a mesquinhez e bem falar. O que é que sobra no fim, que possa dizer que sou eu, o verdadeiro eu? E se conseguisse saber o verdadeiro eu, como conseguiria viver com isso? Lá no fundo, lá bem no fundo, sou bom ou mau? E se sou mau, conseguiria viver comigo mesmo, ou seria um choque e apegar-me-ia aos valores e crenças de todos nós, retornando a ser o eu de sempre, sabendo quem realmente sou. Quando despojado do tudo de todos, onde estou eu? Falamos regra geral das nossas qualidades e defeitos, m...

Direito ao Pensamento e a liberdade de expressão

  A liberdade de expressão está minada no mundo. Ninguém diz o que quer realmente dizer. Embonecar as palavras, com meios termos e embelezamentos ortográficos, para que não ofendam, não deixem o desconforto de ser confrontado sobrepor-se à pessoa visada no que intentamos dizer. Ser frontal e objetivo é pagar um preço que o medo e o receio fazem qualquer pessoa afastar-se do caminho da verdade, preferindo a sátira em detrimento da voz ativa direta. Pergunto, quando é que deixámos de ser sinceros? Quando é que deixámos de dizer o que pensamos? O cancelamento do ser humano e daquilo que este pensa e crê é um panorama diário que visa calar a voz de quem discorda, de quem tem uma opinião diferente, onde se tenta minar a autenticidade dessa pessoa e o seu direito ao pensamento, por mais diferente que este seja. Se deixarmos de expressar por palavras, o direito ao pensamento será somente uma ilusão. Um eco na mente de cada um de nós de como entendemos, assuntos, pessoas, o mundo. Foi a di...

Não nasci dono do mundo

  Não nasci dono do mundo, sou apenas um marginal. que bem, lá bem no fundo, nunca vos quis nada de mal. Sonhei bem alto, eu sei. Não sabia o que a vida era. E talvez por isso amei, a face da besta fera. Andei longo tempo sem saber que afinal estava errado, Pensando que pelo menos, na vida tinha sido amado. Enganei-me por julgar, que o que sentia era amor. E por isso tenho de pagar, no corpo com esta dor. Sem o vazio do descanso, que alma não tem sossego. Mas não me podes chamar manso, porque não sou homem de apego. Já escrevi muitas palavras. e todas elas tão usadas. Pelos donos disto tudo, mas pelas razões erradas. Se me quiseres dizer, que o meu rap não vale nada. tenho de te responder, não nasci dono do mundo, e o mundo não é uma balada.