Linha de contexto: Uma reflexão introspetiva sobre a subjetividade da perceção humana, o escapismo face à adversidade e a forma como a mente constrói ativamente a sua própria prisão e o seu próprio caos. Tendemos a ver a realidade com base no que somos e como entendemos o mundo. Não existe uma imparcialidade no que entendemos, porque cada um de nós vê a realidade segundo os seus olhos e a sua perceção do que nos rodeia. Desta forma, a realidade que vemos é a projeção que idealizamos com base no que sentimos e no que entendemos que esta seja, e não a realidade ela própria. Se víssemos a realidade como esta é, e não como nós percecionamos que esta seja, não seríamos suscetíveis à manipulação e a inverdades, porque existiria certeza no que aprendemos. Facilmente a mente é manipulável, porque somos abertos a crer nos mitos, nas lendas e nas ilusões. Temos mentes que estabelecem critérios, parâmetros e factos, mas também alimentamos a fantasia e o desejo do que um dia seremos e do fu...
As chegadas são sempre boas e bem vindas quando se espera o ano para que ocorram, é um eterno amanhã com mais peso nos dias horas e minutos que a antecedem. Chegam com calor do verão no inverno e o fresco do inverno na plenitude do verão. São um medicamento de boa disposição e dispersão das saudades.