Somos a nossa própria singularidade. O ponto de partida e o local de chegada. A alegria e o desespero. A casa cheia e a solidão. Enquanto vivemos tentamos obter reconhecimento da nossa própria existência, o testemunho do ar quente expelido dos pulmões. Por mais que caminhemos nunca poderemos deixar-nos a nós próprios, seremos sempre o eterno amigo que nos acompanha e único ser que nos ama incondicionalmente, aquele que nos conhece e nos aconselha e nos critica. Enganamo-nos para que a vida seja mais suportável, preenchemos os espaços com a importância de que nada representa para nós e dizemos chamar-se felicidade. E é nos momentos a sós que olhamos para dentro do que é a alma e esta nos mostra que por mais que corramos, por mais que nos aqueçamos nos braços de outras pessoas, por mais que sejam os beijos roubados, as manhãs de chuva na cama, ou o escutar mil vezes das aves no quintal, no fim seremos somente nós que estaremos porque somos a nossa própria singularidade. E aí lembra...
A verdade é que se procurarmos estabelecer analogias entre o padrão da lenda-tipo e o padrão da historia de Moisés, embora consigamos criar os pontos comuns entre ambas, (com as devidas ressalvas), temos na verdade, uma grande problema, é que o herói, ou figura heroicizada, Moisés, não é (segundo aversão judaica) de ascendência nobre, ou seja, temos aqui um ponto fundamental para a figura do herói. No entanto esse mesmo problema pode ser rebatido, pela existência em determinada altura da sua vida no seio da família nobre, tendo recebido os conhecimentos egípcios e tratado como um príncipe, aliás segundo a lenda judaica, Moisés tornou-se num dos príncipes do Egipto, pelo que mesmo não sendo de nascimento nobre, este se terá nobre via "adoção" da princesa e faraó. Tudo isto não veio trazer nenhuma luz para aquilo a que Freud intentou. Saber se Moisés era judeu ou egípcio. Existe no entanto um ponto assente nas lendas, mesmo que não façamos a leitura através da utilização do mét...