Linha de contexto: Apelo urgente à libertação do 'eu' das amarras sociais e fabricadas, priorizando a verdade emocional e a expressão genuína do coração em detrimento das palavras vazias da boca, perante a inevitável brevidade da existência. Não pretende ser perfeito, mas antes por ser verdadeiro. Vive. Não tenhas medo de viver, porque só vivemos verdadeiramente quando nos libertamos de amarras que nos predem. Dos conceitos fabricados para nos selar o anseio e nos negarem a verdadeira face de quem somos. Não é pelas palavras que nos saem da boca que vivemos mas antes pelas que nos saltam do coração. São essas as que desejamos, porque essas trazem vida dentro delas, e cada uma é um poema, uma âncora, uma escada, um tecto, o amor e o preenchimento do vazio que sentimos no escuro. As palavras da boca aprisionam-nos, as do coração soltam-nos e empurram-nos, enchem-nos o peito do respirar da vida. Vive, porque o tempo se esgota a cada batida do coração. Vive sem medo, po...
O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo: Pixabay.pt