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O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

Eu e a minha sombra


Eu e a minha sombra





No princípio era eu e a minha sombra, dependente de mim e espontânea pela luz que me alumiava.

A minha sombra que depende em tudo de mim, não depende da minha vontade para existir, não é autónoma na locomoção, mas sem a minha existência não existe.

A Sombra existe porque é um "reflexo de mim" mas não é eu. É uma cópia do estado e tempo em que existo, mas não representa a verdade de mim. A minha sombra não existe sem a luz, ainda que seja a representação da noite, esta existe pela ação do dia.

Pulo e brinco com a sombra, mas ela finge que brinca comigo imitando os meus passos e as formas que descrevo no ar. Embora na minha vontade estejam refletidos os sentimentos e sensações, a minha sombra é fria e mexe-se provocada pela luz que passa ao meu redor.

Eu e a minha sombra somos um só.








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