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Hà sempre o depois

Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...

Eu e a minha sombra


Eu e a minha sombra





No princípio era eu e a minha sombra, dependente de mim e espontânea pela luz que me alumiava.

A minha sombra que depende em tudo de mim, não depende da minha vontade para existir, não é autónoma na locomoção, mas sem a minha existência não existe.

A Sombra existe porque é um "reflexo de mim" mas não é eu. É uma cópia do espaço e tempo em que existo, mas não representa a verdade de mim. A minha sombra não existe sem a luz, ainda que seja a representação da noite, esta existe pela ação do dia.

Pulo e brinco com a sombra, e ela finge que brinca comigo imitando os meus passos e as formas que descrevo no ar. Embora na minha vontade estejam refletidos os sentimentos e sensações, a minha sombra é fria e mexe-se provocada pela luz que passa ao meu redor.

Eu e a minha sombra somos um só.








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