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O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

Os demónios redutores que nos bloqueiam


Os demónios redutores que nos bloqueiam, primam por nos manterem na mesma posição de debilidade e incutem uma falsa segurança para nos dominar, esses que tantas vezes fazem o que querem, e sem dó nos deixam no limbo e reduzidos à corda bamba, sem a antevisão do amanhã.

Estes, são seres amorfos que se rodeiam de outros como eles, e que nos fazem crer nas boas decisões de avanços quando estamos parados, à espera do sinal verde da honestidade, seriedade, fraternidade, esses valores tão lá para trás que não lembram a quem tem se fazer à vida. Essa que não para e que continua mesmo quando não estamos lá.

Quando começamos a ter receio de falar, e de expressarmos realmente o que pensamos porque o inconveniente do depois é mais agreste do que a expressão que colocamos da boca para fora no agora, então é um sinal que a democracia e liberdade, são conceitos abstratos, inventados para adormecer plebes e permitir continuar a criação da rede que nos aperta e se diz ser para proteção.

Olhos nos olhos, as palavras são mais mansas, mais silenciosas de verdade e politicamente corretas para fazerem crer que somos todos iguais. Palavras que murcham na língua que as cospe e caiem, jazendo no chão, onde todos pisam e ninguém olha, onde não as procuramos porque estamos demasiado entretidos com o mundano no mundo e esquecemos de quem somos e quem queremos ser. 


Tempo e Perspetiva


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