Linha de contexto: Uma reflexão sobre a passagem do tempo, a nostalgia de quem fomos e a impossibilidade de regressar aos lugares e estados de espírito onde já fomos felizes. Hoje levantei-me a pensar no que fui, no que sou e no que serei. Todos eles incertos para mim próprio, como para qualquer um de vós, já que não temos controlo da nossa vida, esse controlo é uma ilusão. Por mais passos atrás que demos, jamais seremos quem fomos um dia, o tempo e a ação do exterior impede-nos de nos resumirmos a esse ser anterior e desejado. É a viagem do tempo dentro de nós que é impossível, pois quem fomos jamais podermos voltar a ser, somos nós que não o permitimos. É como se tivesse acordado com saudades de mim próprio, da inocência, da curiosidade do amanhã, sem os erros, sem arrogância de pensar que sabermos é sempre a mais válida do falso conhecimento, sem todas as inverdades que nos dizemos a nós mesmos para nos desculparmos de sermos somente falíveis. Sinto falta dos sítios, mas...
O conceito de Monoteísmo.. Na Teoria de Sigmund Freud existem ligações, as quais não vamos aqui tratar, não porque estas se afastem da via que tecemos primariamente, mas porque nos levaria a uma quantidade infindável de textos sobre este mesmo tema, o qual já é infindável por si mesmo não necessitando de mais evasões. Contudo podemos noutras alturas explorar certos ângulos dessas mesmas vias.
Freud alerta-nos para o facto de que um indivíduo a solo não pode criar uma religião do dia para a noite, tal como nós mesmos havíamos argumentado em texto anterior, uma religião não nasce de um dia para o outro, o conceito de Monoteísmo é algo que levaria anos a formar.
Tal impossibilidade pode ser transportada para os nossos dias sob a forma do pensamento humano.
Senão vejamos, ninguém acreditaria, que hoje deitar-me-ia e amanhã levantar-me-ia com um novo conceito de sistema político, sem ter pelo menos meditado naquilo que são as formas de sistema político conhecidas e que herdámos ao longo da nossa existência, ou seja para que eu pudesse chegar à conclusão que um novo sistema político era necessário, e que o sistema que eu estava agora a desenvolver era mais justo e mais perfeito, teria de ter bases que me possibilitassem ter o conhecimento em duas vertentes, primeiramente, teria de ter o conhecimento sob a vertente dos sistemas conhecidos (e que considerasse ultrapassados e disfuncionais), e teria de ter o conhecimento das novas fontes de onde tivesse recolhido bases ás quais me pudesse apegar de forma a poder trabalhá-las para criar o meu próprio sistema político, assim é para o conceito de Monoteísmo.
O conhecimento não nos chega do nada, tem de existir sempre uma base de partida do que é adquirido e apreendido (quer através da leitura, ou mesmo da própria vivência), e uma base de chegada aquilo que é formado de novo e que é reflexo do ato de criação. Referente ao o conceito de Monoteísmo, Freud diz-nos sobre este mesmo conceito o seguinte: "Mas como pode um individuo conseguir, só por si, criar uma nova religião? Aliás, se alguém pretende influir sobre a religião de outrem, não é natural que comece por convertê-lo à sua própria religião? O povo judeu do Egipto praticava, com certeza, algum culto religioso, e se Moisés, que lhe traz outra mensagem, era egípcio, tudo nos leva a presumir que essa religião era egípcia." Sigmund Freud (Moisés e a Religião Monoteísta). Pág. 33
Freud alerta-nos para o facto de que um indivíduo a solo não pode criar uma religião do dia para a noite, tal como nós mesmos havíamos argumentado em texto anterior, uma religião não nasce de um dia para o outro, o conceito de Monoteísmo é algo que levaria anos a formar.
Tal impossibilidade pode ser transportada para os nossos dias sob a forma do pensamento humano.
Senão vejamos, ninguém acreditaria, que hoje deitar-me-ia e amanhã levantar-me-ia com um novo conceito de sistema político, sem ter pelo menos meditado naquilo que são as formas de sistema político conhecidas e que herdámos ao longo da nossa existência, ou seja para que eu pudesse chegar à conclusão que um novo sistema político era necessário, e que o sistema que eu estava agora a desenvolver era mais justo e mais perfeito, teria de ter bases que me possibilitassem ter o conhecimento em duas vertentes, primeiramente, teria de ter o conhecimento sob a vertente dos sistemas conhecidos (e que considerasse ultrapassados e disfuncionais), e teria de ter o conhecimento das novas fontes de onde tivesse recolhido bases ás quais me pudesse apegar de forma a poder trabalhá-las para criar o meu próprio sistema político, assim é para o conceito de Monoteísmo.
O conhecimento não nos chega do nada, tem de existir sempre uma base de partida do que é adquirido e apreendido (quer através da leitura, ou mesmo da própria vivência), e uma base de chegada aquilo que é formado de novo e que é reflexo do ato de criação. Referente ao o conceito de Monoteísmo, Freud diz-nos sobre este mesmo conceito o seguinte: "Mas como pode um individuo conseguir, só por si, criar uma nova religião? Aliás, se alguém pretende influir sobre a religião de outrem, não é natural que comece por convertê-lo à sua própria religião? O povo judeu do Egipto praticava, com certeza, algum culto religioso, e se Moisés, que lhe traz outra mensagem, era egípcio, tudo nos leva a presumir que essa religião era egípcia." Sigmund Freud (Moisés e a Religião Monoteísta). Pág. 33
Leia igualmente sobre, Evoluir do Conceito Monoteísta

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