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A singularidade

  Somos a nossa própria singularidade. O ponto de partida e o local de chegada. A alegria e o desespero. A casa cheia e a solidão. Enquanto vivemos tentamos obter reconhecimento da nossa própria existência, o testemunho do ar quente expelido dos pulmões. Por mais que caminhemos nunca poderemos deixar-nos a nós próprios, seremos sempre o eterno amigo que nos acompanha e único ser que nos ama incondicionalmente, aquele que nos conhece e nos aconselha e nos critica. Enganamo-nos para que a vida seja mais suportável, preenchemos os espaços com a importância de que nada representa para nós e dizemos chamar-se felicidade. E é nos momentos a sós que olhamos para dentro do que é a alma e esta nos mostra que por mais que corramos, por mais que nos aqueçamos nos braços de outras pessoas, por mais que sejam os beijos roubados, as manhãs de chuva na cama, ou o escutar mil vezes das aves no quintal, no fim seremos somente nós que estaremos porque somos a nossa própria singularidade. E aí lembra...

Construção do Conceito de Monoteísmo

O conceito de Monoteísmo.. Na Teoria de Sigmund Freud existem ligações, as quais não vamos aqui tratar, não porque estas se afastem da via que tecemos primariamente, mas porque nos levaria a uma quantidade infindável de textos sobre este mesmo tema, o qual já é infindável por si mesmo não necessitando de mais evasões. Contudo podemos noutras alturas explorar certos ângulos dessas mesmas vias.

Freud alerta-nos para o facto de que um indivíduo a solo não pode criar uma religião do dia para a noite, tal como nós mesmos havíamos argumentado em texto anterior, uma religião não nasce de um dia para o outro, o conceito de Monoteísmo é algo que levaria anos a formar.

Tal impossibilidade pode ser transportada para os nossos dias sob a forma do pensamento humano.

Senão vejamos, ninguém acreditaria, que hoje deitar-me-ia e amanhã levantar-me-ia com um novo conceito de sistema político, sem ter pelo menos meditado naquilo que são as formas de sistema político conhecidas e que herdámos ao longo da nossa existência, ou seja para que eu pudesse chegar à conclusão que um novo sistema político era necessário, e que o sistema que eu estava agora a desenvolver era mais justo e mais perfeito, teria de ter bases que me possibilitassem ter o conhecimento em duas vertentes, primeiramente, teria de ter o conhecimento sob a vertente dos sistemas conhecidos (e que considerasse ultrapassados e disfuncionais), e teria de ter o conhecimento das novas fontes de onde tivesse recolhido bases ás quais me pudesse apegar de forma a poder trabalhá-las para criar o meu próprio sistema político, assim é para o conceito de Monoteísmo.

O conhecimento não nos chega do nada, tem de existir sempre uma base de partida do que é adquirido e apreendido (quer através da leitura, ou mesmo da própria vivência), e uma base de chegada aquilo que é formado de novo e que é reflexo do ato de criação. Referente ao o conceito de Monoteísmo, Freud diz-nos sobre este mesmo conceito o seguinte: "Mas como pode um individuo conseguir, só por si, criar uma nova religião? Aliás, se alguém pretende influir sobre a religião de outrem, não é natural que comece por convertê-lo à sua própria religião? O povo judeu do Egipto praticava, com certeza, algum culto religioso, e se Moisés, que lhe traz outra mensagem, era egípcio, tudo nos leva a presumir que essa religião era egípcia." Sigmund Freud (Moisés e a Religião Monoteísta). Pág. 33


Construção do Conceito de Monoteísmo



Leia igualmente sobre, Evoluir do Conceito Monoteísta




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