Avançar para o conteúdo principal

O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

Construção do Conceito de Monoteísmo

O conceito de Monoteísmo.. Na Teoria de Sigmund Freud existem ligações, as quais não vamos aqui tratar, não porque estas se afastem da via que tecemos primariamente, mas porque nos levaria a uma quantidade infindável de textos sobre este mesmo tema, o qual já é infindável por si mesmo não necessitando de mais evasões. Contudo podemos noutras alturas explorar certos ângulos dessas mesmas vias.

Freud alerta-nos para o facto de que um indivíduo a solo não pode criar uma religião do dia para a noite, tal como nós mesmos havíamos argumentado em texto anterior, uma religião não nasce de um dia para o outro, o conceito de Monoteísmo é algo que levaria anos a formar.

Tal impossibilidade pode ser transportada para os nossos dias sob a forma do pensamento humano.

Senão vejamos, ninguém acreditaria, que hoje deitar-me-ia e amanhã levantar-me-ia com um novo conceito de sistema político, sem ter pelo menos meditado naquilo que são as formas de sistema político conhecidas e que herdámos ao longo da nossa existência, ou seja para que eu pudesse chegar à conclusão que um novo sistema político era necessário, e que o sistema que eu estava agora a desenvolver era mais justo e mais perfeito, teria de ter bases que me possibilitassem ter o conhecimento em duas vertentes, primeiramente, teria de ter o conhecimento sob a vertente dos sistemas conhecidos (e que considerasse ultrapassados e disfuncionais), e teria de ter o conhecimento das novas fontes de onde tivesse recolhido bases ás quais me pudesse apegar de forma a poder trabalhá-las para criar o meu próprio sistema político, assim é para o conceito de Monoteísmo.

O conhecimento não nos chega do nada, tem de existir sempre uma base de partida do que é adquirido e apreendido (quer através da leitura, ou mesmo da própria vivência), e uma base de chegada aquilo que é formado de novo e que é reflexo do ato de criação. Referente ao o conceito de Monoteísmo, Freud diz-nos sobre este mesmo conceito o seguinte: "Mas como pode um individuo conseguir, só por si, criar uma nova religião? Aliás, se alguém pretende influir sobre a religião de outrem, não é natural que comece por convertê-lo à sua própria religião? O povo judeu do Egipto praticava, com certeza, algum culto religioso, e se Moisés, que lhe traz outra mensagem, era egípcio, tudo nos leva a presumir que essa religião era egípcia." Sigmund Freud (Moisés e a Religião Monoteísta). Pág. 33


Construção do Conceito de Monoteísmo



Leia igualmente sobre, Evoluir do Conceito Monoteísta




Comentários

Mensagens populares deste blogue

A melhor invenção do mundo

A melhor invenção do mundo, qual é? A Vida. De tudo o que poderia ser inventado, criado, a vida, em todas as suas formas e amplitude, é o resultado de um Génio. O Homem como peça central do universo. Principal e mais importante criação de Deus. o ser criado à semelhança do seu Criador. O antropocentrismo, dominou a ideia que temos desde a idade média, e que ainda é presente em muito da cultura do ser humano. Vemo-nos como o ser dominante, aquele que decide porque é o seu direito, conferido pela Entidade Maior do Universo. Pensando que muitos ainda nos vemos como a forma de vida mais importante no mundo, então, podemos assumir que todas as restantes formas de vida estão num nível mais baixo, e que temos a sua existência, ou continuidade desta nas nossas mãos. E por seguimento dessa suposição, temos então o direito enquanto seres "superiores" a decidirmos sobre as espécies ao nosso redor, sobre o meio ambiente e sobre as suas necessidades? Seremos então arrogantes ao pensar que...

Os demónios redutores que nos bloqueiam

Os demónios redutores que nos bloqueiam, primam por nos manterem na mesma posição de debilidade e incutem uma falsa segurança para nos dominar, esses que tantas vezes fazem o que querem, e sem dó nos deixam no limbo e reduzidos à corda bamba, sem a antevisão do amanhã. Estes, são seres amorfos que se rodeiam de outros como eles, e que nos fazem crer nas boas decisões de avanços quando estamos parados, à espera do sinal verde da honestidade, seriedade, fraternidade, esses valores tão lá para trás que não lembram a quem tem se fazer à vida. Essa que não para e que continua mesmo quando não estamos lá. Quando começamos a ter receio de falar, e de expressarmos realmente o que pensamos porque o inconveniente do depois é mais agreste do que a expressão que colocamos da boca para fora no agora, então é um sinal que a democracia e liberdade, são conceitos abstratos, inventados para adormecer plebes e permitir continuar a criação da rede que nos aperta e se diz ser para proteção. Olhos nos olho...

As pessoas e as Nozes

Sempre achei que as pessoas são como as nozes. Por fora duras e difíceis de quebrar e por dentro frágeis, facilmente esmigalhadas. A capa dura que temos embrenhada e que mostramos a todos os outros, iguais a nós, a nossa solidez em enfrentar o mundo. Inalamos oxigénio e exalamos determinação. Rimos por fora, e choramos por dentro. De noite acordamos e ficamos a olhar o infinito no escuro, tentando entender o caminho que temos pela frente. Procurando perscrutar sinais e pensamentos. Ás vezes corremos quando devíamos caminhar e noutras caminhamos quando deveríamos correr. Dificilmente sabemos equilibrar o espaço, e cambaleamos de experiência em experiência, onde somos as cobaias de um projeto que se reorganiza com demasiada velocidade para que nos consigamos verdadeiramente adaptar. Somos canibais do medo, que nos serve de alimento ao passo à frente e ao desconhecido imediato, aquele para o qual não estamos preparados. A verdade é que somos a razão e causa do nosso próprio medo. Temos re...