Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...
O vento que toca a tua face,
que leva a tristeza do teu olhar.
Busca em ti o brilho da lua plena.
Jamais te olhará como eu te olho.
Jamais sentira o calor do teu coração,
onde ecoam os rios do amor.
Carece o pensar da razão,
se temente dispensa a lógica do entardecer,
e de joelhos te estende a mão,
procurando a ti pertencer.
É vento gelado que corre,
jazendo a teu lado inerte.
A teus pés esse frio morre,
sabendo que não te merece.
Imagem de Topo: Pixabay.pt


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