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A arte de calar

    Santo Deus. Não percebo esta m*rda que se forma à nossa volta, que decide como se de tudo deles fosse e nada se houvesse a reportar ou informar a quem manda mandar. São desilusões ambulantes. compadrios mirabolantes, filhos da curta pouco salutar. Que se coisa a coisa da m*rda que se outorgam continuar. rendam-se ás palavras de quem não quer, de quem grita não, sem nada gritar. f*da-se que se devia calar. Juro que estou cansado e que rio a dentro me envio desanimado, com com uma verdade que não quero alvitrar. 

O verdadeiro eu

O verdadeiro eu

Linha de contexto: Uma breve reflexão filosófica sobre as máscaras que usamos em sociedade e a busca pela nossa essência

Quem afinal sou eu? Onde começo eu e se inicia o conjunto do que são as minhas memórias criadas com os valores de todos? Quem reside no fundo de mim mesmo? Aquele local de onde mostro o mundo que vejo e onde escondo o mundo que não quero mostrar. Se tirar o que partilho em comum com todos, todas as vontades e desejos. Todos os medos e receios, todos os ódios e raivas, toda a mesquinhez e bem falar. O que é que sobra no fim, que possa dizer que sou eu, o verdadeiro eu?

E se conseguisse saber o verdadeiro eu, como conseguiria viver com isso? Lá no fundo, lá bem no fundo, sou bom ou mau? E se sou mau, conseguiria viver comigo mesmo, ou seria um choque e apegar-me-ia aos valores e crenças de todos nós, retornando a ser o eu de sempre, sabendo quem realmente sou. Quando despojado do tudo de todos, onde estou eu?

Falamos regra geral das nossas qualidades e defeitos, mas tendemos a focarmo-nos mais nas qualidades e tocarmos ao de leve os que são os defeitos e quando falamos desses defeitos, apresentamo-los como questões superficiais, mas não mostramos realmente o que está escondido, aquilo que não contamos a ninguém, aquilo que nos faz ter receio de nós e dos outros em relação a nós. Porque sabemos que bem lá no fundo essa área cinzenta, zona de ninguém, é a parte proibida.

Esta zona de todos os medos, arquiva lembranças, raivas, ódios, que combatemos com a estrutura que levamos uma vida inteira a montar e a levemente dominar. No entanto, o que reside nesta zona, tem um poder demasiado grande no que somos e quem somos, e é por tal que às vezes se evadem vontades que mascaramos involuntariamente de evolução individual. Não nos damos conta que nos deixamos manipular por nós próprios.

Esquecemos, graças a tudo o que alcançamos e os progressos que construímos, que no nosso cérebro continua a existir o instinto animal, que de tempos a tempos, consegue iludir a razão, valores e moral, que edificamos e liberta no mundo, as guerras, o sofrimento e a indiferença em relação ao mundo que queremos melhorar, mas que acabamos por piorar.

No fim do dia, quando deito a cabeça na almofada, penso em quem sou realmente. Quem mora dentro de mim?


Imagem de Topo: Pixabay.pt


Tempo e Perspetiva

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