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Hà sempre o depois

Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...

Do passado ao futuro: conselhos de um viajante do tempo


Do Passado ao futuro: conselhos de um viajante do tempo


"Quando procurei pelo tempo,

já o tempo tinha sido.

e o tempo que faltava,

tinha já acontecido.


Ocorreu-me bater à porta,

para ver se o tempo lá estava.

e veio-me abrir a porta

o tempo que faltava.


E disse que não tinha tempo,

que não podia esperar,

e o tempo passou a correr,

para não mais voltar"


Do meu amigo Augusto L.,


O tempo, parece que nos foge, que se esgueira por entre os dedos das mãos. O ontem, o hoje e o amanhã ilusoriamente presos numa máquina do tempo, onde números e ponteiros regem a vidas dos homens. Somos viajantes do tempo, sempre na ânsia do futuro, daquilo que será e não vivemos o presente, não respiramos o ar de hoje, almejando pela golfada maior de amanhã.

Beija a tua mulher de manhã antes de saíres, abraça os teus filhos e dizes-lhes o quão importantes são para ti, senta-te com os teus Pais e ouve o que têm para te contar. Faz um almoço com os teus irmãos e relembrem o passado de uma era de meninice que era um mundo, um universo, um conto. Revive as tuas memórias para delas não te esqueças e fala delas aos teus filhos. Mais do que dinheiro, casas, ou outros bens materiais, as palavras serão o teu legado, a passagem de testemunho pelas quais te lembrarão. 

Não esperes para aproveitar a vida amanhã. Amanhã ela pode já não estar lá. Toma-a hoje no teu respirar, na luz que entre refletida pelo sol no brilhos dos teus olhos. Vive hoje, vive agora.


Imagem de Topo: Pixabay.pt


Tempo e Perspetiva



Leia aqui, Construindo um Futuro Sustentável: Desafios e Soluções para Preservar o Meio Ambiente

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