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O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

Freud e Moisés


Moisés


Muitos de nós desconhecemos porventura, mas Sigmund Freud quando publicou este artigos, aliás estes artigos, foi profundamente contestado, o que na realidade até poderia estar correto, se não fossem as críticas que lhe foram alicerçadas, fundamentadas numa defesa à religião e não num plano científico, como Freud teve a coragem de fazer. Convenhamos que um indivíduo que sendo judeu se alenta a um trabalho quase de destruição da crença estabelecida, é no mínimo dos mínimos o alvo de muitos que por convicção de fé, ou por puro fanatismo religioso não compreendem que o ser humano é contestatário por natureza e que esse mesmo ser humano se outorgará dos seus direitos de pesquisa e procura da verdade para aprimoração do conhecimento. No entanto, é admissível que os indivíduos que criticaram Freud o tenham feito, afinal de contas, "lutar" pelas nossa crenças não é crime, sendo que no entanto a mente aberta é sempre uma vantagem para qualquer ser humano. Na ausência de uma mente aberta, não seremos capazes de imparcialidade, e poderemos estar a defender causas que não correspondem aos verdadeiros acontecimentos. Atenção que não me refiro neste último parágrafo à religião em si obviamente.

O Homem tem necessidade da crença, da fé, do acreditar em algo superior que o guie e proteja em todos os momentos da sua existência. À imagem dos antigos egípcios, também nós ansiamos pela existência (se é que podemos apelidar tal conceito de "existência"), pela vida além da morte. Na verdade no aspeto do desconhecimento da morte e o que esta representa na existência (agora sim) do Homem, estamos tão avançados como o egípcio de há 3500 anos atrás, ou como o Homem de Neandertal. desde que o ser humano iniciou o sepultamento e os ritos dos entes falecidos, assim também o conceito de morte, perenidade e esperança de uma vida no além se iniciou na mente do Homem. Freud não esperava com esta tese, efetivar a destruição da esperança no Homem, mas somente procurar aquilo que é for a verdade, e ainda assim era meramente, com todo o significado implícito a este "meramente" uma tese.

Não é nossa intenção estabelecermos comparações ou associações das religiões que todos nós professamos com as religiões de há milénios atrás, no entanto é igualmente difícil não estabelecer pontes à imagem do que Freud tentou fazer. Não o faremos no entanto.A tese é muito mais complicada do que aquilo que de uma forma muito simples aqui apresentámos e a ideia neste e nos outros temas é levar o caro escriba a pensar e formular para si mesmo algumas das questões que muitas vezes não queremos e não ousamos pensar. Caso queira adquirir, pode comprar a publicação da Guimarães Editores, Moisés e a Religião Monoteísta, de (claro) Sigmund Freud, na colecção Filosofia e Ensaios. É extremamente interessante. Como já dissemos, somos seres pensantes e cada um de nós requer uma continuação de desafios que nos façam pensar e formular questões, aliás o Homem somente por pensar logo existe não é? "Penso logo existo".

Se o pensamento é o alicerce do ser humano que expressa a sua existência, a alma ou a suposição dela, é a plataforma dessa mesma existência num plano diferente do físico. Sigmund Freud, ao elaborar ardilmente esta tese, tocou em muitos fios de teia ao mesmo tempo, levando à incompreensão e intolerância, somente a sua notoriedade poderia sustentar uma tese como a que "Moisés e a Religião Monoteísta", em que coloca em cheque as principais religiões do mundo, Judaica, Católica e Islâmica. Mas não somente estas religiões que são colocadas em cheque com esta tese (considere-se colocar em cheque, não a existência da religião ela mesma, mas em relação ás suas origens.), todas as religiões que de alguma forma são oriundas destes três ramos principais, são levadas a defenderem-se igualmente.Se um dia se comprovasse uma tese como esta, seria certamente o caos. A existência do ser humano, seria colocada em causa em relação, à sua origem, à sua orientação, aos seus valores, ética, em relação à própria consciência da e de humanidade. Basta somente pensar um pouco e meditar nos resultados daí adjacentes.








Imagem de topo em: https://pixabay.com

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