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Hà sempre o depois

Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...

Levitas


Levitas



E porque temos de começar por algum lado, e todos os lados podem ser um início e um fim, iniciemos pelos Levitas. Sigmund Freud levanta a questão referente ás origens da tribo dos Levitas, colocando a hipótese destes serem primordialmente o séquito do Primeiros Moisés (Moisés Egípcio), aquele que "retirou" do Egipto os grupos de hebreus residentes. Na verdade a origem desta tribo judaica é desconhecida. Em termos de localizar e atribuir uma localização geográfica de origem para este grupo não é de todo fácil, pelo que (e) dentro do contexto mosaico seja (em termos de tese) admissível a conjeturação de dotar o grupo dos Levitas de um significado possivelmente diferente ao Histórico-Bíblico estes possuem.

Daremos os predicados segundo o depreendido do Ensaio e contexto expresso neste. Ou seja, por palavras diferentes, mas será Freud a dizer-nos sempre o seu pensamento. Freud tendo analisado este grupo (lembremo-nos que Sigmund Freud era Judeu), desvinculou-o da raiz judaica e mostra-nos a possibilidade de se tratarem de um grupo "recente" na aquisição judaica, ou seja um grupo posteriormente adotado pelo povo judeu.

Segundo Freud, estes Levitas (e tendo em conta a tese de que existiu um Moisés egípcio e que teria sido o primeiro Moisés da história, já que tendo em análise a tese, terá havido mais do que um), tratavam-se do séquito do Primeiro Moisés, sendo que este era egípcio e provavelmente um dos prosélitos de Akhenaton, (existe uma tese, que coloca Tutmés, o Tutmés que iremos falar mais adiante, do qual não existem relatos à exceção de um único, e que desaparece subitamente na História) teria segundo um padrão de vida luxuoso, os seus servos, escravos (atenção ao termo "escravo" no Egipto, não representa o mesmo significado que noutras civilizações), etc, ao iniciar a deslocação (chamemos-lhe deslocação, ao invés de Êxodo) dos hebreus do Egipto, teria levado consigo aqueles mais próximos que o serviam. Estes continuaram a ser o grupo mais próximo deste Moisés (primeiro Moisés), que após o hipotético assassino deste primeiro Moisés, se terão dissipado no seio judaico, mas que continuaram a possuir uma certa prerrogativa devido à sua cultura avançada. Akhenaton, pensa-se que não seria filho de Teïe, e Tutmés seria sim o filho da Esposa Principal de Amen-hotep III, sendo por isso a escolha natural do faraó para lhe suceder no trono.

Uma vez que nos dispusemos a entrar em manifestações mais profundas sobre a Tribo dos Levitas, seria bom de considerarmos equacionar igualmente a hipótese de falarmos um pouco sobre Israel, e quando dizemos falar um pouco sobre Israel, não significa propriamente falarmos num sentido geral e de unicamente inserirmos para aqui informação atrás de informação, o que não importa muito para o caso, dado que possuímos um caminho específico, mas carece de o fazermos sim, dentro do contexto e para o fim a que nos propusemos. E esta nossa intenção de falarmos sobre Israel, que não nos parece infundada, nem é algo que surja porque estamos a falar dos Levitas, mas sim, para que possamos situar certas ocasiões de proximidade entre egípcios e hebreus.

No conjunto e através das várias exposições, tentamos equacionar certas hipóteses, recorrendo para tal a diversos meios, e à estimada lógica de Sigmund Freud no seu Ensaio. Novamente, vimos referir que uma hipótese, é somente uma hipótese, e não apresenta a verdade exata, mas unicamente, tem a intenção de equacionar uma ou várias prováveis verdades, dentro dos elementos que se encontram dispostos e dos quais se possui conhecimento. Tendo tal em conta, podemos facilmente entender que uma coisa é a nossa opinião sobre este tema, e entendemos ser como uma probabilidade, equacionada através dos factos prováveis e probabilidade de outros, segundo uma ou mais lógicas de possíveis acontecimentos.

Outra é a lógica de Sigmund Freud, e na verdade é a que nos importa, em comunhão com factos existentes, e outra ainda, são os próprios acontecimentos e interpretação dos mesmos pelos diversos autores aos quais entendemos recorrer, sempre que a complexidade do tema se torne de tal forma caótica ao intento que temos de manter uma linha de pensamento e de disposição deste mesmo tema.

Não existem aqui formulas lineares de exposição deste tema, pelo que poderemos oscilar pelo antes e depois dos diversos factos, sendo estes acontecimentos, ou outras formas de fixação de um determinado ponto de suporte ao avançar no mesmo. Regra geral, dá-se a possibilidade ao leitor de observar a acção segundo numa linha de espaço-tempo continua, contudo para que a mesma flua de uma forma natural e possa ser moldada em consequência do tema e tempo da mesma, não existe uma forma definida de espaço-tempo, e daí a oscilação que solicitamos ter neste(s) post(s). Importa e dentro dos termos que compõem a necessidade de saciar a curiosidade, estabelecer aqui alguns parâmetros que nos indiquem quem era esta tribo dos Levitas, segundo diversas perspetivas e em comunhão com a orientação que Sigmund Freud nos dá na sua análise.

Como já tínhamos observado, e comentado sobre as possibilidades desta tribo ser na verdade constituída originalmente pelo séquito primordial do primeiro Moisés, considerando que este tivesse sido ele mesmo de origem egípcia e que os seus seguidores mais diretos e possíveis apoiantes diretos (Levitas) fossem na verdade eles mesmos egípcios igualmente. Ao contrário do que tinha referido, vamos entrar num campo diferente de abordagem e além de fazermos a inevitáveis perguntas sobre a origem deste grupo de seguidores, vamos igualmente contrapor as informações sobre os mesmos, dadas por Freud no seu ensaio, com informações do conhecimento comum e apoiados no próprio livro sagrado. Sim, já sabemos que existe a possibilidade de enunciarmos factos que não correspondem a uma verdade efetiva, mas sim a uma probabilidade de verdade, tudo isto, em função dos elementos que forem ficando à disposição para análise. Temos como meios, que podemos considerar "fidedignos" e originais, o conhecimento comum e factual sobre os Levitas, tanto o Católico como o Hebraico, e os meios de apoio, a Bíblia, a Tora e o ensaio de Sigmund Freud, afinal este último é a razão pela qual estamos sequer a discutir este tema, pelo que não faria sentido colocar este fantástico elemento de análise de fora, sendo que destes meios todos, será o único que se preza pela lógica e não pela fé e religiosidade.


Imagem de topo de: https://pixabay.com/








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