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A ilusão do retorno

Linha de contexto:  Uma reflexão sobre a passagem do tempo, a nostalgia de quem fomos e a impossibilidade de regressar aos lugares e estados de espírito onde já fomos felizes.   Hoje levantei-me a pensar no que fui, no que sou e no que serei. Todos eles incertos para mim próprio, como para qualquer um de vós, já que não temos controlo da nossa vida, esse controlo é uma ilusão. Por mais passos atrás que demos, jamais seremos quem fomos um dia, o tempo e a ação do exterior impede-nos de nos resumirmos a esse ser anterior e desejado. É a viagem do tempo dentro de nós que é impossível, pois quem fomos jamais podermos voltar a ser, somos nós que não o permitimos. É como se tivesse acordado com saudades de mim próprio, da inocência, da curiosidade do amanhã, sem os erros, sem arrogância de pensar que sabermos é sempre a mais válida do falso conhecimento, sem todas as inverdades que nos dizemos a nós mesmos para nos desculparmos de sermos somente falíveis. Sinto falta dos sítios, mas...

Paixão pela História do Mundo

Paixão pela História do Mundo

 

Em dia anterior numa das redes sociais onde de vez em quando hiberno, estava a ler um post sobre a Inquisição e lembrou-me e falei em breve trecho que tinha tido acesso a uns documentos sobre a Inquisição e sobre a forma como os Bens das Pessoas que eram inquiridas e depois depostas dos seus bens, eram anotados meticulosamente.

Disse-o no ar, sabendo que tinha obviamente tido acesso a esses documentos e que sei inclusivamente que tenho algumas cópias, infelizmente em local dos meus papeis incerto e por tal não posso dar essa informação sobre o conteúdo em si, Mas quis a Sorte que ao visualizar um dos meus bens mais preciosos, que é uma Revista de História, o qual comprei numa Papelaria que ficava junto à minha casa.

Decido folhear a revista e deparo-me com nada mais, nada menos que na própria revista um excerto de alguma da informação que visionara, nãos sendo os documentos em si, são uma impressão de alguns nomes e valores dos quais estas pessoas foram despojadas.

A Revista é de 1992, é o número, 156 e custou na altura 315$00, valor grande para a altura, mas ainda assim suportável e tendo em conta a informação que na altura me interessava e falando maioritariamente sobre o Império Romano, com algumas referências ás castas sociais, nascimento o regime republicano entre outras várias informações.

A História, sempre foi de todos os temas que tenho afeição, aquele que raia a presença da paixão, e à roda do qual os meus interesses se têm depositado com maior profundidade. O nível do WOW sentido ao descobrir esta informação, nesta revista em particular, naquele momento só é comparável à primeira vez que li a Odisseia de Homero, ou a Republica de Platão.

E isto é a Felicidade. pequenos momentos inusitados e até ás vezes hilariantes pela questão e surpresa em si.



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