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O vento que te toca

O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo:  Pixabay.pt

Meu amarelo, teu vermelho - reedição

Meu amarelo, teu vermelho - reedição


Meu amarelo, teu vermelho - reedição

Este post já é antigo e foi eliminado, mas após ter por ele ter passado os olhos achei que deveria fazê-lo renascer, reeditando. A importância da cor é irrelevante, já que poderia ser outro elemento, fosse outra cor, um objeto, o que quer que fosse. O sentido deste post é unicamente identificar a realidade da existência da cor em si, sem que necessite da ação do ser humano para existir. A cor é-o por si mesma, e o ser humano faz somente a constatação da sua existência e confere-lhe um nome e por tal, torna-a real e ponto de foco da sua atenção. Enquanto olha para a cor esta existe, mas sem o seu olhar esta existe, mas não é constatada, ainda que saibamos que ela está lá.

Tentar explicar o Amarelo é ridículo e desnecessário. O Amarelo não necessita que o expliquemos, pois apresentará a cor amarela quer nós concordemos ou não. A explicação do Amarelo é uma necessidade nossa que o constatamos, mas a cor existe por si mesma e sem a nossa intervenção. Não depende se o artista lhe confere traços no seu quadro mais denunciadores da sua cor como a dominante entre todas as outras presentes na tela. 

A nossa necessidade de determinar a cor, não implica alteração de existência na mesma. Esta é o que é.

O nome da cor é uma constatação do ser humano, pois a cor não se define, porque não tem a capacidade de definição, nem "É" como aquele que a define. Nós somos o seu definidor, mas não o seu criador, e por tal limitamo-nos simplesmente ao papel de organizadores e catalogadores baseados nas regras que são as nossas e que temos como essenciais aplicadas ao "objeto" da nossa definição que "É" sem a nossa intervenção.

Ainda que o ser humano não existisse a cor poderia existiria, mas não poderíamos saber porque não poderíamos fazer constatação da sua existência, logo, esta existiria ou não do hipotético ponto da nossa inexistência.

O meu Amarelo "é o Vermelho de outros", não porque sejam daltónicos, mas porque o seu Amarelo é simplesmente diferente do "meu", ainda que um e outro sejam o mesmo. A perceção do Amarelo é diferente, e a forma como vemos e nos apercebemos do Amarelo, é diferente tanto quantos os seres humanos que o observam e dele se apercebem.

O Amarelo é a perceção que temos de uma onda de luz, que nos permite defini-la logicamente segundo conceito nosso. Essa cor é amarela em virtude da existência do nosso Sol, que é branco. O espectro permitido pela existência do nosso Sol, faz com que possamos definir a cor. A cor é fruto da nossa perceção apesar da sua realidade e apesar desta existir fora da nossa realidade, somos nós através da nossa perceção que lhe conferimos realidade e exposição ao ser humano o qual, possui a perceção da existência da cor.

Tentarmos explicar o "objeto" da nossa contemplação é inverso à realidade desse mesmo objeto.  Podemos tentar falar sobre o "objeto", analisar o "objeto", desconstruir o "objeto", mas nunca nos poderemos aproximar da realidade do "objeto" porque não somos o "objeto".


Tempo e Perspetiva




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