Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...
Abro as Asas.
A noite aguarda o meu abraço.
O tempo rola pela brisa quente,
embalado pelo quente torpor do meu regaço,
que calmo adormece a gente,
tão pesada pelo cansaço.
Acordo no ventre materno,
olhando ao longe o inverno,
desta Terra que me alimenta a alma.
Desleixado da verdade que não vendo,
agarrando-me ao doce sabor da manhã,
ceoso do pouso no inferno.
Corre a fonte que abunda,
plena da elegância do recomeço.
Sentindo que desconheço,
a distência que não meço,
pelo sentido que se afunda.
Imagem de Topo: Pixabay.pt


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