Linha de contexto: Uma reflexão sobre a passagem do tempo, a nostalgia de quem fomos e a impossibilidade de regressar aos lugares e estados de espírito onde já fomos felizes. Hoje levantei-me a pensar no que fui, no que sou e no que serei. Todos eles incertos para mim próprio, como para qualquer um de vós, já que não temos controlo da nossa vida, esse controlo é uma ilusão. Por mais passos atrás que demos, jamais seremos quem fomos um dia, o tempo e a ação do exterior impede-nos de nos resumirmos a esse ser anterior e desejado. É a viagem do tempo dentro de nós que é impossível, pois quem fomos jamais podermos voltar a ser, somos nós que não o permitimos. É como se tivesse acordado com saudades de mim próprio, da inocência, da curiosidade do amanhã, sem os erros, sem arrogância de pensar que sabermos é sempre a mais válida do falso conhecimento, sem todas as inverdades que nos dizemos a nós mesmos para nos desculparmos de sermos somente falíveis. Sinto falta dos sítios, mas...
Aqui estou sem que me peças,
pronto para te abrigar o rosto da chuva,
para te dar a mão quanto te tentas erguer,
para limpar as lágrimas dos teus olhos,
para te contar sempre a verdade mesmo que magoe,
mostrando-te as estrelas no céu à noite
e acordando-te ao amanhacer.
Porque és a vida ao despertar.
Perfeita no meu entender.
Passo a passo no infinito faz ecoar,
fruto de um mais querer, de um tudo.
um sentimento reencarnado,
num coração devoluto,
que vieste preencher.
Imagem de Topo: Pixabay.pt


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