Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...
Fora do mundo mostro a minha sede,
expressa pelas palavras que me saem da boca.
Sinto o vazio no peito e o peso de sentir o tempo que foge.
Tanto que fazer. Tanto que dizer.
Servidor de sonhos e fábulas.
Tempero que nutre os nós das palavras.
sons táticos de dizer.
Ser das parábulas.
Filho do amanhecer.
Canticos que escuto ao longe.
São lamentos da humanidade.
Carentes de um amor que tarda em se revelar.
Escassos sons de piedade.
Caiem já as cores do entardecer,
vertentes da mesma realidade.
Notas de uma mesma verdade,
No dia que se enluta no esmorecer,
nas luzes ténues da saudade.
Imagem de Topo: Pixabay.pt


Comentários
Enviar um comentário