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A arte de calar

    Santo Deus. Não percebo esta m*rda que se forma à nossa volta, que decide como se de tudo deles fosse e nada se houvesse a reportar ou informar a quem manda mandar. São desilusões ambulantes. compadrios mirabolantes, filhos da curta pouco salutar. Que se coisa a coisa da m*rda que se outorgam continuar. rendam-se ás palavras de quem não quer, de quem grita não, sem nada gritar. f*da-se que se devia calar. Juro que estou cansado e que rio a dentro me envio desanimado, com com uma verdade que não quero alvitrar. 

Não nasci dono do mundo

Não nasci dono do mundo

 


Não nasci dono do mundo,

sou apenas um marginal.

que bem, lá bem no fundo,

nunca vos quis nada de mal.


Sonhei bem alto, eu sei.

Não sabia o que a vida era.

E talvez por isso amei,

a face da besta fera.


Andei longo tempo

sem saber

que afinal estava errado,

Pensando que pelo menos,

na vida tinha sido amado.


Enganei-me por julgar,

que o que sentia era amor.

E por isso tenho de pagar,

no corpo com esta dor.


Sem o vazio do descanso,

que alma não tem sossego.

Mas não me podes chamar manso,

porque não sou homem de apego.


Já escrevi muitas palavras.

e todas elas tão usadas.

Pelos donos disto tudo,

mas pelas razões erradas.


Se me quiseres dizer,

que o meu rap não vale nada.

tenho de te responder,

não nasci dono do mundo,

e o mundo não é uma balada.



Tempo e Perspetiva








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