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Hà sempre o depois

Linha de contexto: Uma reflexão sobre o paradoxo da condição humana: o medo da vulnerabilidade que nos leva a usar máscaras sociais, aprisionando a nossa essência num mundo que nós próprios construímos para nos causar dor. Quem não se cansa do mundo e do que vemos nele? Quem não se cansa de si mesmo e de como vê o mundo? Quem não gostaria de se mudar para que pudesse aprender com o que o rodeia e entendesse como o comportamento de si e de todos os que o rodeiam é feito de pequenos marcos que comprovam ou alteram o caminho que temos para percorrer? Aprendemos verdadeiramente com os outros porque nos queremos transformar em seres melhores, ou é apenas uma forma de evitarmos os bloqueios, as incompreensões, as divisões, os erros e as indecisões pela antecipação do amanhã? Independentemente de quem somos, e do que os outros são, há sempre o depois, e o depois assusta-nos, tememo-lo. Frágeis, e somente na fragilidade, somos nós mesmos e nos mostramos ao mundo. E é quando a vulnerabilidade ...

O Nome


O Nome



No final só temos o nosso nome.

Nem o amor, nem o dinheiro guardado, nem o aroma das flores coladas nas capas dos livros. No final temos o nosso nome, e é esse aquele que nos dão quando nascemos que nos identifica e nos apresenta ao mundo.

E não existe nada mais belo do que o nome que podemos chamar de nosso. Mesmo que os outros o mencionem pela eternidade, será sempre nosso, para eles será sempre o empréstimo de uma palavra,  um vocábulo, uma permissão em que assentimos quando entoam as palavras que lançam com os lábios, e o doce estalar da língua.

O amor desaparece, o dinheiro vai e vem, as situações vão surgindo, evoluindo e desaparecendo. A única constante é o nosso nome. Tal como os nossos pais são um pilar para nós e nós o somos para os nossos filhos, o nosso nome é o pilar dentro de nós. É a base ao redor da qual Quem Somos se vai construindo, se vai edificando. Quando alguém nos ama, ama o nosso nome, quando nos elogia, é o nosso nome que ganha glória, O nosso nome é a pedra onde todos os dias colocamos um pedaço mais de cimento, de argamassa para erguer a grande casa que é o nosso Ser.

Quando olhamos para alguém, olhamos para um ser com um nome, e vemos uma face associada a um vocábulo com que a representamos na nossa mente. É inconsciente esta associação, é o nosso desejo de catalogar, de identificar, de fazer surgir sobre uma determinada impressão, sob uma ordem específica, e por tal, necessitamos de identificar o nome. O nome é importante, mas é a utilização que fazemos dele que nos determina e nos identifica junto de todos os outros nomes do mundo.

A importância do nome é grande, e por isso defende-lo é a única opção. No nosso nome residem todas as memórias do passado e as expetativas do futuro.

O nome é o som do nosso Ser. É o pensamento em voz alta do nosso Eu.


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