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A singularidade

  Somos a nossa própria singularidade. O ponto de partida e o local de chegada. A alegria e o desespero. A casa cheia e a solidão. Enquanto vivemos tentamos obter reconhecimento da nossa própria existência, o testemunho do ar quente expelido dos pulmões. Por mais que caminhemos nunca poderemos deixar-nos a nós próprios, seremos sempre o eterno amigo que nos acompanha e único ser que nos ama incondicionalmente, aquele que nos conhece e nos aconselha e nos critica. Enganamo-nos para que a vida seja mais suportável, preenchemos os espaços com a importância de que nada representa para nós e dizemos chamar-se felicidade. E é nos momentos a sós que olhamos para dentro do que é a alma e esta nos mostra que por mais que corramos, por mais que nos aqueçamos nos braços de outras pessoas, por mais que sejam os beijos roubados, as manhãs de chuva na cama, ou o escutar mil vezes das aves no quintal, no fim seremos somente nós que estaremos porque somos a nossa própria singularidade. E aí lembra...

A história para o homem e a sua eliminação para o futuro

A história para o homem e a sua eliminação para o futuro

O que se passa atualmente com o homem para queira omitir e apagar as história dos antepassados? Porque existe essa necessidade e insistência, como temos vindo a ver, especialmente com maior incidência em alguns países em quererem apagar da linha do tempo, episódios e ações da história do homem?

Sejam, livros, estátuas, pinturas, um sem número de informação que lhes ofende a alma e que os leva a quererem apagar a história, o relato do que aconteceu. Criamos desta forma uma espécie de vingança tardia em relação ás personagens, do rasto que deixaram no passado, impedindo as nossas classes jovens de terem esse conhecimento? de optarem por eles próprios se querem ou não saber, omitindo-lhes episódios sobre a verdade da humanidade? está a emergir uma nova classe de "puritanos", que querem através desta omissão do passado, criar a sua própria história, desta vez, não por ação de mérito, cunhando o seu próprio peso na marca do lastro da existência do homem, mas sim através da perturbação no rasto que outros fizeram, que concordando-se ou não, são referentes a um tempo e período anterior, onde não temos ação, onde não podemos alterar os factos. Então porque não aprender com esses factos que consideramos errados? Porque não salientar os erros e mostrá-los? Porque não aprender com o passado em vez de o querer eliminar, como se nunca tivesse acontecido e todos os que sofreram ou foram ofendidos nunca tivessem de factos sido vilipendiados dos seus direitos, das suas virtudes, da sua humanidade muitas das vezes. Daquilo que eram, dos seus sonhos. Quem somos nós para lhes negarmos essa imortalidade?

Agimos como protetores, não permitindo que se leiam valores de outros tempos, ou como uma nova inquisição, onde desta vez seriam livros nas purgas da verdade? 

A história do homem não se compraz com os pensamentos do futuro que lhe sucede, mas antes serve para nos mostrar os erros do passado e alerta-nos em relação ao futuro, e ainda assim, somos campões em reiterarmos nos mesmos erros, nas mesmas convicções e nos mesmos caminhos. Que fará se não existissem esses alertas, que façam pensar o homem sobre onde quer chegar, e principalmente como quer chegar?

Supor que a ofensa que uma estátua nua num museu, teve motivo nefasto, mais do que a representação de um ser humano, e mais do que isso da sua mensagem e simbologia, é tentarmos colocar palavras na boca do artista que a criou, ainda mais num tempo em que esse era o cânone. Vamos colocar saias e soutiens na personificação de mulheres e homens na estatuária Grega e Romana? Até onde essa fraca compreensão e ódio pelo conhecimento do passado nos irá levar?

A história é a história, e tem dois propósitos. Dar-nos a conhecer o passado, no qual possamos retirar as nossas ilações e preparar-nos para o futuro.

Temos de ser mais tolerantes com o passado para que possamos caminhar mais serenos para o futuro. 

História e Perspetiva

Leia aqui, Eu e a minha sombra.



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