O vento que toca a tua face, que leva a tristeza do teu olhar. Busca em ti o brilho da lua plena. Jamais te olhará como eu te olho. Jamais sentira o calor do teu coração, onde ecoam os rios do amor. Carece o pensar da razão, se temente dispensa a lógica do entardecer, e de joelhos te estende a mão, procurando a ti pertencer. É vento gelado que corre, jazendo a teu lado inerte. A teus pés esse frio morre, sabendo que não te merece. Imagem de Topo: Pixabay.pt
O que é a teoria Atonista?
De facto a Teoria Atonista, não é de Freud, já que este faz um Ensaio no qual expressa as suas deduções com base em factos e hipóteses, mas não a concebe como uma Teoria. A única preocupação de Freud, é estabelecer comparações entre dados e hipóteses e delinear um caminho que leve à confirmação das suposições que faz. Com base no Ensaio de Sigmund Freud, e em vários outros livros que iremos colocando ao longo do tempo, quando for pertinente a sua colocação, construiremos uma hipótese. uma mera hipótese. Reconhecemos, que o trabalho mais difícil, Freud e outros eruditos, fizeram-no por nós.A nós cabe-nos a interpretação e a exposição do mesmo. Como referimos, não gostamos de Absolutismos, e por isso mesmo, vamos manter-nos fiéis a essa máxima. O referido nos textos seguintes, não representa a verdade absoluta, mas uma tentativa de ordenar factos, acontecimentos e suposições.
Para esta Teoria que colocamos, será feita uma contra teoria.
Comecemos então. A Teoria Atonista baseia-se em múltiplos factos e hipóteses, à falta de factos nítidos, mas cujos indícios apontem para determinadas resoluções. O espaço de tempo ocorre entre o fim de reinado de Amen-hotep III, reinado de Akhenaton, de Semenkhare. Tutankhamon, Aï e Horemheb serão outros faraós que no fim desta mesma dinastia vão ser arrastados por inerência. Para compreendermos melhor vamos recuar até ao ano 1366 a.C.,
Amen-hotep III é o faraó que governa o Egipto, e manda erguer várias estátuas à deusa Sekhmet, por todo o território. Este é igualmente o ano em que nasce Semenkhare. Como sabemos a deusa Sekhmet é a deusa da destruição, senhora da guerra e da morte, sempre disposta a aniquilar a humanidade, é também a filha de Rá, o qual é a divindade suprema. A lenda de Rá e o seu olho Udyat volta a tomar forma com esta nova ameaça ao Egipto. Uma questão é o que terá levado o faraó a erguer múltiplas estátuas à deusa e o porque igualmente de terem sido entregues em tempos 365 estátuas de Sekhmet, uma por cada dia do ano. Avancemos então mais um pouco. Algures no tempo durante o ano de 1366 a.C. o Egipto vê os seus céus ficarem com uma tonalidade alaranjada e o seu sol, apresenta uma ténue imagem do seu tradicional esplendor.
Que leitura poderiam tirar os egípcios de tal acontecimento? Nunca antes em muitos séculos houvera relatos de tal acontecimento. Voltado e devotado aos deuses como era, o povo egípcio que tudo resume à vontade dos mesmos, nada mais lógico que arranjar uma explicação que se coadune com o que os deuses determinam.
Essa explicação não é fácil de explicar e ainda mais a sua posterior solução. Dentro dos seus conhecimentos, os sacerdotes rezam e consultam os deuses, que parecem estar mudos e arredados dos acontecimentos presentes. Mas por deduções lógicas dentro do espírito da religiosidade, estes atentam que o sol (simbolização de Rá) está praticamente omisso no distante horizonte mal se vendo os seus traços, assim como a sua cor, que antes era laranja viva e vermelha, e que agora é fraca, como que privado da sua energia e logo da sua força interior. Porque estaria Rá assim? Que estaria a ser desencadeado para que o sol se encontra-se assim? Sekhmet deusa da destruição, da doença, guerra e morte, considerada o olho de Rá, deveria ser então a culpada.
Os sacerdotes deveriam ter chegado a esta conclusão devido a saberem que esta já antes tentara aniquilar a humanidade (lenda). Lembramos que a outra forma de Sekhmet é Hathor, a deusa da alegria, estranha e complexa esta antítese. Lembramos que os deuses segundo a concepção egípcia, podiam assumir diversos traços, dependendo da hora do dia e ou do local.
Enquanto Sekhmet assume a forma de uma efígie com cabeça de Leoa, Hathor assume uma forma humanizada. Relembramos que este é somente mais dum dos conceitos, e não o que representa a veracidade dos acontecimentos. Estamos a tentar visualizar os acontecimentos do ponto de vista de um egípcio na altura em que estes ocorreram e logo após. Este é igualmente um conceito leve sobre este ângulo de visão sobre a Teoria Atonista.
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